19 de novembro de 2011

CLARIDADE


Nei Duclós


Não merecemos este rosto claro
porque é demais, como os granitos
que formam catedrais na trilha cinza
e nos assombram em plena serrania

Não devemos sonhar, flor de verbena
com teu sorriso que é pura antologia
devemos fugir nas espessuras
que cometemos entre tanto exílio

Mas nada abala tua postura firme
e continuas rindo como um lírio
entrebaerta de sons, se é que existe

um sentimento tocado por violinos
vento virtuose misturando a vida
no rastro de ocultas partituras


RETORNO - Imagem desta edição: Izabel Tayza Rincoski , que emprestou seu rosto como modelo do poema – assim como há modelos para pintores, há para poetas. Obrigado, Izabel!.

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