Nei Duclós
Poesia não serve para nada
O poeta morre e a vida continua
A obra que não era lida
Anoitece anônima nas estantes
Vale para o presente
Com o poeta atuante
Iludido de tanta literatura
Depois passa
Como os bandos de pássaros em fuga pela estações
Só o prazer da criação vale a pena
O resto migra para o esquecimento
Às vezes sobrevive um verso
Que não é de ninguém
Pertence aos anjos da inspiração e do romance
Nei Duclós