8 de maio de 2018

A EXTINÇÃO DO PARAÍSO


 Nei Duclós

A humanidade, que parecia amigável, de repente toma a forma de um monstro
E companhias que sorriam agora te cercam com fuças carnívoras
Afiadas em palavras distorcidas em forjas de vesúvios

Onde se escondia essa vocação tardia?
Não tinhas notado ou foste cooptado pela tribo?

É teu olhar fuzil que dedicas à biografia
que cevaste em acervo de antigas civilidades?

Somos atingidos por um projeto assassino
Projétil bem encomendado que finge ser bala perdida

Valha-me poesia, último reduto na extinção do Paraiso



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