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ARRASO - POEMAS DE AMOR , de NEI DUCLÓS
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230 pgs. R$ 30,00
Escreva para neiduclos@gmail.com
Esta edição virtual em PDF de Autor do livro ARRASO – POEMAS DE AMOR
foi feita para atender os pedidos urgentes das pessoas que são leitoras
de primeira hora e queriam ter em mãos uma coletânea da quantidade de
poesia acumulada e divulgada por mim em 2011 e 2012. Os poemas aqui
reunidas foram escritas no espaço de 1 ano e meio e postados nas mídias
sociais – blog, site, Facebook e Twitter. O acompanhamento entusiasmado e
carinhoso dessa leitura nos leva a fazer este exercício de edição, que
serve não apenas como divulgação, mas também como proposta às editoras.
Quem se habilita a colocar no impresso um livro que já vem testado e
amado por quem é aficionado pela poesia amorosa?
Dividido em
duas partes – Tudo se Costura Num Soneto e A Viajante Obscura – este
livro se diferencia dos meus outros lançamentos de poesia por se dedicar
apenas a um tema, a relação amorosa. Narrados por inúmeros personagens,
os versos se reportam também a várias encarnações das musas, no que
elas tem de contraditórias, apaixonadas, indiferentes ou dominadoras.
Toda essa humanidade literária é gerada pela fantasia do Autor,
estimulado pelo retorno que o público dedicou ao longo da divulgação dos
poemas.
Cada exemplar de PDF é único e só vale o que for
repassado pelo Autor. Contamos com o apoio de quem quer retribuir a
quantidade enorme de poesia com que foi brindado on line, e também dos
que gostam de poesia e só agora estão tomando contato com este trabalho.
Meu desejo é que este livro se some ao acervo da linguagem necessária
para habitar o espírito das pessoas, na nossa época de tantos
desperdícios.
Poesia é amor, sem tirar nem por.
Nei Duclós
Blog de Nei Duclós. Jornalismo. Poesia. Literatura. Televisão. Cinema. Crítica. Livros. Cultura. Política. Esportes. História.
30 de junho de 2012
RECOMPENSA
Nei Duclós
Enfim falei o que estava trancado no peito. Recebi como
recompensa um sinal de que valeu a pena. Viver é essa perda maravilhosa de
tempo.
Este é um espaço de fantasia, prazer e sonho. Real como
qualquer outro.
Não vou permitir, entende? Sem amor, fica tenso. E pode
soltar o que nos deixa loucos.
Tinhas desistido do amor até que encontraste na calçada uma
porção de poesia sendo levada pelo vento. Foi quando viste a estrela diurna
mergulhar no mar invisível.
Quando nos encontramos, fazemos um brinde com a projeção do
que somos.
Mas não somos assim! me dizem. Claro que somos. Alguém nos
lê no Outro Lado do infinito quântico.
São teus olhos, que influenciam os meus.
Vai lá agora e dá um beijo nela, disseram todos. Tenho medo
de estragar tudo, disse o nerd.
Essa luz que nos enxerga e torna tudo liso e firme na
presença do frio, é a pintura do rosto claro do destino.
Agora, coração, se comporte. Tudo é frágil quando o mundo fica
iluminado.
QUIETA COMO NUVEM
Fomos de trem. Estavas quieta como nuvem. Ao chegarmos na
estação, agarraste meu braço e colocaste a cabeça em meu ombro. Foi quando
nasci.
Amor como explosão de supernova. Prazer em camadas, em
infinitos desdobramentos.
Fugiste de mim. Como castigo, ficaste grudada na parede,
ansiosa pela abordagem. Mas eu passei lotado, com tuas recusas em meu ombro.
Me escreva. Que eu lerei no exílio, quando sentar praça na
Legião Estrangeira.
Isso só se resolve ao vivo. Vê se aguenta.
Faz falta o poema. Vê se providencias um soneto. Preciso
para viagem.
Eu finjo que não quero para ficares menos tensa. Mas manténs
a defesa, que é a tua porção de fingimento.
Tudo é tão bonito. Tuas evasivas. Meus micos. E o destino
rindo de tudo.
Te ignoram, mas não importa. Deus tem um ouvido que só
vendo.
Fui devastado pelo silêncio. Não vivi, enquanto todos
compartilhavam a voz coletiva. Só os anjos sabiam e eles moravam em ti, musa
sem abrigo.
Venha me dizer o que pega. Que eu solto o que me trava.
BATOM E CÍLIOS
Faça o favor de vir, viração, fonte de conflitos. Venha,
batom e cílios.
Bati na porta da noite. Você atendeu.
Não há o que fazer, a não instalar-se nesse território que o
amor preparou de improviso. Ali acontece o melhor, à nossa revelia.
Demoras a aparecer porque estavas acostumada a não dizer.
Agora que está dito, venha, não se enrede tanto nas pétalas pingentes de uma
possível primavera.
O dia me chama mas não atendo. Estou ocupado ligando para o
poema que ainda não veio.
Não me leia, disse ela. Ainda estou me arrumando.
A palavra é o poder. Está trancada no palácio. Precisamos
resgatá-la montados no poema.
Quando nos tiram tudo, inventamos que pedrinhas comuns são
ametistas
Disfarças falando da Lua. E o meu beijo, arisca?
O risco que divide a Crescente de maneira perfeita perdeu a
forma e uma pequena sombra medrou no meio. É um aviso de Lua Cheia. Aí vem a
Rainha. Medo!
Crescente é Lua partida ao meio. Luz e sombra. Metade para
teu rosto claro, outra metade para teu sonho.
A Crescente está um exagero. Com pose de Cheia.
RETORNO – Imagem desta edição: Marylin Monroe.
29 de junho de 2012
ÍDOLO
Nei Duclós
Serei mais duro na forja deste ofício
cuidarei das formas desde o início
não deixarei à mercê o sopro de vidro
nem descansarei do compromisso
Trato materiais com pertinência
dos mestres sigo o raro exemplo
quero reparar o que não consigo
descobrir novas formas de conflitos
O embate entre a pedra e o fornalha
a madeira e o talhe, os esbulhos
o ferver de pólen entre concílios
O resultado será o ídolo partido
entre o coração e a armadura
perfil de remorso e carne crua
RETORNO - Imagem desta edição: Vênus de Milo.
ESPLÊNDIDA
Nei Duclós
És fada por merecimento
assim o destino te desenha
o poema apenas denuncia
a pose de asas de morcego
Se bruxa, serias um portento
domínio em todos os sentidos
mas és precária como espoleta
explodes por nada na fogueira
Eu fico abaralhando o freio
quero que encerres o expediente
deixe de lado o chapéu de duende
Ponha o brinco, flor da natureza
venha de vestido transparente
sorria esse teu corpo esplêndido
RETORNO – Imagem desta edição: Anne Hathaway.
DIFERENÇA
Nei Duclós
Mulher é o ser humano. Nós, os brutos,
nem animais somos. Temos chance
quando elas se apaixonam.
Mas normalmente estragamos tudo,
porque nossa natureza é o escombro.
Não se trata de demagogia, querer se fazer
de interessante. É só uma constatação,
aqui do planeta distante, origem da nossa desavença,
onde exercemos a militância
com a sinistra vocação de deserto.
A civilização é quando voltamos da guerra,
nossa atividade constante. E somos banhados
em óleo e criamos descendência.
Mas logo esquecemos e partimos novamente
para o que nos faz diferentes: esse estrondo
Por isso estamos em extinção, seres sem rumo
e vagamos pela perdição com as certezas
que fizeram nossa glória efêmera, ilusão e pranto.
O que nos salva é quando nos damos conta
e exercemos a força temperada pela estrela
RETORNO – Imagem desta edição: Gene Tierney.
ALCATRAZ
Nei Duclós
Coração ferido escorre o luar
agulha de granizo em teu olhar
pássaro de vidro em terramar
velas que descuidam de voar
Sangra o sentimento nos corais
guizos de barulho pelo chão
ao me convocar não tens perdão
vivo de improviso em Alcatraz
No cárcere vazio foge a solidão
algemada com voz de prisão
moras no horizonte além do sol
Mel do teu abraço em tanto sal
rendas de espumante na paixão
plumas de correntes, falta o ar
RETORNO – Imagem desta edição: Grace Kelly .
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