27 de maio de 2017

FIBRAS SOLTAS



Nei Duclós

Corte a corda e descubra
as fibras soltas em pânico
Quando se recolhem hirtas
em espirais de espasmos

Assim é a ruptura no amor
que parece firme
e amarra o laço
E quando algo interrompe
há esse redemoinho
dos momentos em comum agora sem espaço

É a contingência, mais do que o abandono
que define o fim, e nos põe na rua

Por isso perdoa quando há retorno
o que está disperso sempre se costura
Descobri que no primeiro encontro
dividimos uma senha, a mesma música


4 comentários:

  1. Tão atual,quanto essa ciência do amor,tempo, e poesia, genial...necessário 👏👏🌷

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    1. feliz com tua leitura e tuaspalavras

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