Nei Duclós
Fico na superfície
Navego a dor em rodízio
Se mergulhar até o fundo
Serei refém de um martirio
Vivo sem compromisso
De mexer onde me escondo
Levo bagagem de vento
Nas costas de alguém inútil
Sonho a flor que nunca chega
Das tuas mãos sempre íntimas
Fujo do que me aprontas
Levar meu corpo inseguro
Nada direi, como sempre
Minha alma é ilha deserta
Meu corpo luta no escuro
Nei Duclós
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