11 de maio de 2026

ILHA

Nei Duclós Fico na superfície Navego a dor em rodízio Se mergulhar até o fundo Serei refém de um martirio Vivo sem compromisso De mexer onde me escondo Levo bagagem de vento Nas costas de alguém inútil Sonho a flor que nunca chega Das tuas mãos sempre íntimas Fujo do que me aprontas Levar meu corpo inseguro Nada direi, como sempre Minha alma é ilha deserta Meu corpo luta no escuro Nei Duclós

Nenhum comentário:

Postar um comentário