11 de janeiro de 2026

PULO

Nei Duclós Todo mundo vê mas ninguém sabe O que escondes tanto fora do vestido Com tuas toalhas invisíveis Tua fina estampa na hora de dormir Aviso que já não aguento Vou fazer de conta que não aprendo E falar contigo a descoberto Pula em mim, feminina flor que cultivo no deserto Nei Duclós

EM FALSO

Nei Duclós Adeus antes do primeiro beijo Namoro inviável apesar das vontades Perde o prazer e a curiosidade Como seria esse abraço que passa ao largo? Para ti tanto faz, sedutora bárbara Só eu lamento a chance que foi fora Paciência, já é costume viver assim em falso Nei Duclós

INVASÃO

Nei Duclós Se não houvesse essa barreira de vidro Essa tela digital que nos confina A uma solidão que não tem cura Eu poria a mão em teu abrigo Para sentires úmida as paredes da gruta Onde cultivas tesão, fonte de suspiros Em que sou malvado, visitante bruto E tu, flor que medra na pedra num fundo infinito Nei Duclós