16 de junho de 2026

ABSINTO

Nei Duclós Escrevo sobre o que eu não domino A terra onde vivo Os contemporâneos O saber me escapa por dever de ofício Sirvo as palavras sem nenhum sentido Alguns chamam de poesia Eu de vício Fujo do entendimento com esse absinto Embriaguez desperta Sono profundo Só dói quando recito Diante dos teus olhos No tempo bruto Nei Duclós

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