Nei Duclós
Escrevo sobre o que eu não domino
A terra onde vivo
Os contemporâneos
O saber me escapa por dever de ofício
Sirvo as palavras sem nenhum sentido
Alguns chamam de poesia
Eu de vício
Fujo do entendimento com esse absinto
Embriaguez desperta
Sono profundo
Só dói quando recito
Diante dos teus olhos
No tempo bruto
Nei Duclós
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