3 de dezembro de 2017

A LUZ



Nei Duclós

Quando enfim vier a luz não será notada
Mesmo visível quem se importará?
Nada escapa à sedução da treva
Ao destino mortal da humana lavra

Mesmo que se manifeste pela parábola
E reparta o pão escasso para a multidão
Haverá indiferença, mãe do desprezo
E a oposição do poder ungido junto ao templo

Quando a matarem pelo vento e a água
E sumir a labareda com a desistência
Continuarão os gritos do temor sem trégua
Nada nos salvará, dirão, soberbos


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