Nei Duclós
Deus É mudo frente à profecia
Afoga o futuro no rio da literatura
Quando será meu último outubro?
Talvez seja este que hoje finda
O Tempo é sagrado
Ninguém toca sua túnica
O momento imaginado
Não resiste ao seu truque
Permaneço no rumo
Já está decidido
Mas o fim não se adivinha
Não há quem diga
Mostre sua mão
A linha da vida
Ela termina
No pulso firme
Nei Duclós
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