Nei Duclós
Apodrece em mim o tempo já vivido
Brotos nascem no adubo ao desabrigo
São palavras, cisco de memórias
Jardim implume na porta sem trinco
Poemas imperfeitos, vozes de vidro
Mandalas de catedrais perdidas
Faço o balanço do secreto circo
Submerso acervo onde mal respiro
Luto contra o remorso, fogo amigo
Que me atinge no final da trilha
Nei Duclós
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