5 de janeiro de 2021

A MÃO INTELIGENTE

 Nei Duclós 


O vento a  chuva o tempo

Não são escultores 

O acaso não constrói templos

As pedras em forma de gigantes

Nao são obras aleatórias

As águas canalizadas no deserto 

E que escorrem há milhares de  anos

Não são naturais, como a noite


A mão inteligente plantou florestas

Esboçou montanhas

Criou grutas com pilares e paredes

Como obras de arte

Desenhou calçadas que margeiam a devoção até  o topo

Que se debruça sobre o mar e o horizonte


Tudo isso está exposto 

Como se fosse um segredo 

Mas são apenas as tábuas da lei

Da nossa gênese



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