Nei Duclós
Teu passo não pede desculpas
Antes desliza, exerce o domínio
Meu olhar se torna cativo
Quem te inventou, andar de andorinha?
Quando caminha é feita de pluma
Garça de espuma, ar de flamingo
Corpo de brisa em sopro de outono
Não sentes piedade beldade suprema
Desmanchas o mundo ao redor da cintura
E não chegas nunca mulher sem destino
Tua arte é esse dom
De corte e costura
Teces um vestido de rainha
Com pés de princesa, sem agulha ou linha
Nei Duclós
Nenhum comentário:
Postar um comentário