Nei Duclós
Não penso em arte quando te penso
Mas arte é bem vinda a todo momento
estátuas de sal de arrependimento
pinturas da pele em moldura de gesso
Não posso esperar que passe o remorso
Preciso de ti antes do começo
Não tenho motivo, talvez seja sorte
Tens só esse mundo de cores e formas
Sou parte da obra que crias dispersa
enquanto te peço o novo endereço
colocas no joelho o sol da promessa
A meta é a beleza, emoção que supera
qualquer aluvião desprovido de ouro
sou touro na arena onde sangra o poema
RETORNO – Imagem desta edição: foto enviada por Eliane Fogel.